Pesquisando a reputação da editora
A reputação da editora talvez seja o ponto mais negligenciado pelos autores na hora da pesquisa. No entanto, muitas vezes a resposta está acessível na internet em sites de reclamação do consumidor ou até mesmo na fanpage da empresa no Facebook.
Confira algumas dicas para você pesquisar a sua editora de livros:

Pesquise a quantidade de livros publicados pela editora;
Pesquise a editora em sites de reclamações como o Reclame Aqui;
Entre em contato com outros autores que publicaram na editora;
Verifique a reputação da editora nas mídias sociais;
Pergunte sobre tudo e só feche o negócio quando tiver certeza sobre o que está contratando;
Evite contratos e orçamentos complicados e sempre consulte um advogado.
Conhecendo os serviços da editora
Muitas vezes o autor compara somente os preços das diferentes editoras, porém, a variedade de serviços oferecidos pode justificar o valor cobrado. Assim, certifique-se de conferir os seguintes pontos: A editora não faz ou faz revisão? Se faz, quantas estão incluídas no serviço? A diagramação é estruturada e adequada ao meu livro? Meu livro infantil precisa de um bom ilustrador. A editora oferece isso?
Essas perguntas devem ser as mais relevantes no processo de comparação de preços, pois muitos autores comparam apenas o que irão pagar e se esquecem de colocar na balança os benefícios que a editora oferece.

Procure editoras transparentes
Com o sistema de impressão sob demanda, algumas editoras estocam livros virtualmente. Essa prática é muito interessante para evitar despesas de estoque e garantir que sempre haja disponibilidade de venda dos exemplares, mas verifique se isso está claro no seu contrato com a sua editora.

Veja livros feitos pela editora para conhecer seu trabalho
Nada como ter em suas mãos um livro da editora que você tem interesse. Ir a uma livraria e procurar por uma das publicações é uma forma de ter acesso ao material e observar a qualidade. Essa é a melhor maneira de saber se você gostou do trabalho.

Caso tenha possibilidade, adquira um livro para conferir como foi feita a revisão. Encontrou erros de português? Então é necessário estar atento a isso antes de assinar o contrato. Afinal, quem quer se destacar como escritor precisa começar com um bom produto, e leitor nenhum gosta de encontrar erros de português no livro que comprou. Verifique como é feita a revisão na editora escolhida para que isso não aconteça com a sua obra.

Distribuição, comercialização e assessoria de imprensa
Publicar um livro é um sonho, mas ele precisa chegar até as lojas . Por isso, escolha uma editora que ofereça também o serviço de distribuição, comercialização e até divulgação.

A Editora Albatroz localizada no Rio de Janeiro, por exemplo, conta com parcerias livrarias e marketplaces, o que facilita a distribuição dos livros publicados. Além disso, a própria editora conta com livraria virtual para realizar a venda de suas produções.

Já o serviço de assessoria de imprensa é importante para que o seu livro vire notícia em grandes sites e jornais. A divulgação da sua obra ajuda a alavancar as vendas.

A editora ideal precisa oferecer muito além de uma impressão de qualidade. É necessário buscar por uma empresa que esteja apta a cuidar da sua obra em todas as etapas, desde a capa até a venda. Afinal, o trabalho do escritor é longo e precisa de uma equipe qualificada para que o resultado seja o livro perfeito.

O problema é que essas editoras de livros vão ficar com seu livro e vão comercializá-lo, muitas vezes ganhando enormes vantagens sobre você. Existem no mercado muitas editoras prestadoras de serviços que afirmam que vão divulgar seu livro não somente no Brasil, mas até no exterior. Isso é mentira, e é preciso mesmo uma grande dose de cuidado para não cair numa rede de enganação e ficar iludido.

Ele não vai prometer a você um mundo de fantasias! A razão é que ele sabe como funciona o mercado e as relações de divulgação das obras. Ele vai trabalhar com honestidade, valendo-se de possibilidades reais da divulgação e comercialização dos livros. De sua parte, vai ser muito positivo se contar com um público leitor cativo, ou uma clientela grande, alunos, parentes, entre outros interessados nas informações oferecidas no seu livro.

1) Se terá que pagar, então a editora não está te contratando. É você quem está contratando a editora. Você é o cliente.
Muitos autores fazem confusão aqui. Publicam fotos no facebook agradecendo a Deus por terem conseguido um contrato. Depois, quando compreendem melhor o que estão assinando, acabam se sentindo um pouco envergonhados. Não estou dizendo que seja vergonhoso contratar uma editora! Muito pelo contrário, é uma prova de esforço, perseverança e fé em seu próprio trabalho. No entanto, não se deixe iludir por um papel escrito “contrato”, ele pode significar qualquer coisa. Por isso, leia todas as cláusulas detalhadamente. Quem está oferecendo serviços a quem?

Uma vez que compreenda como a contratação funciona, é necessário que você cumpra seu papel. Como cliente, é seu dever prezar pelo bom serviço, analisar o que lhe é entregue e exigir que seja cumprido de acordo com o contrato. Por isso, fique atento a tudo o que lhe é prometido. Por exemplo, caso a editora tenha dito que vai divulgar o seu livro, certifique-se de que a informação consta no contrato, para poder exigir depois.

Para encerrar, um aspecto que pega muita gente: cessão de direitos autorais. Uma editora comercial paga ao autor, em troca de explorar a obra comercialmente. Uma editora prestadora de serviços recebe do autor, em troca de transformar o texto bruto em um produto comercializável. Ou seja, se você está pagando, não tem que ceder direito algum. Não faz sentido. Caso uma editora lhe envie um contrato dizendo “você paga o valor X e a editora fica com os direitos do seu livro por Y anos”, talvez seja melhor escolher outra.

 

2) Quanto você vai pagar e quantos exemplares receberá em troca?
Vejo por aí muitos autores dizendo que vão investir 5 mil reais (valor fictício), a editora vai imprimir 200 livros, dos quais enviará 20 para o autor e fará a distribuição dos outros 180. Tá aí uma questão muito complicada. Com excessão da Novo Século, que cobra 15 mil, envia 500 unidades para o autor e distribui outras 1500, eu nunca ouvi falar de outra editora paga que, de fato, faça uma distribuição decente. Para começo de conversa, porque 180 livros não dá para nada. Seria muito mais vantajoso se a editora enviasse logo os 200 para o autor. Assim, ele poderia vender tudo e reaver o dinheiro. O maior problema que eu vejo é que, além do autor pagar caro, as editoras não costumam deixar claro se ele receberá algum direito autoral em cima dos exemplares distribuídos. Complica ainda mais se a editora promete distribuir fora do país. Já vi muitos autores se lamentando por aí, então tome cuidado! Não tenha preguiça de fazer as contas. Calcule quanto você vai pagar por exemplar do livro, e por quanto poderá revender. Não inclua nessa conta os exemplares que não virão para as suas mãos. Lembre-se de que, se você quiser colocar para vender em uma livraria, ela vai cobrar até 50% do preço de capa. E entenda que, além da impressão, existe todo o custo de edição, revisão, diagramação, capa, etc. Tenha certeza de quais serviços estão inclusos.

Mais importante do que tudo: lembre-se mais uma vez de que você é o cliente. Não tenha vergonha de entrar em contato com diversas editoras, perguntar como é a forma de trabalho delas e quanto custa. Isso se chama levantamento de orçamento e existe em todos os mercados. Elas vão pedir a você que envie o livro em arquivo de Word, dizendo que precisam “avaliar a qualidade da obra”. Na verdade, querem apenas fazer as contas de quantas páginas terá o produto final. Pode enviar, sem medo, mas lembre-se de registrar a obra na Biblioteca Nacional antes.

 

Esta sou eu, calculando quantos livros tenho que vender para pagar a publicação.
Esta sou eu, calculando quantos livros tenho que vender para pagar a publicação.

 

3) Distribuição é a parte mais difícil.
Publicar um livro não necessariamente significa vê-lo sendo vendido em livrarias. Editoras grandes contam com setores inteiros voltados apenas para a distribuição, porque é mesmo um assunto complicado. Cada livraria trabalha de um jeito, e é necessário entrar em contato de uma por uma. Distribuidoras podem ajudar, geralmente cobrando 10% do preço de capa, mas são pouquíssimas as que distribuem para o Brasil inteiro, e estas não trabalham com autores independentes ou editoras pequenas.

Sabendo desses problemas, algumas editoras menores estão realmente se empenhando em melhorar a distribuição de seus títulos. Pergunte à editora que você vai contratar quais são as livrarias parceiras. Funciona assim: elas enviam o catálogo para grandes redes, como Cultura ou Saraiva, disponibilizarem em seus sites. Caso haja interesse, essas livrarias podem comprar alguns exemplares. Mas, como já disse, continua sendo difícil. As livrarias apenas vão encomendar se houver procura. Para haver procura, tem que ter publicidade. Para ter publicidade, geralmente é necessário um investimento que autores estreantes não têm condições de fazer.

Mas, calma! Nem tudo está perdido. Existe uma força mágica que contorna essas adversidades. Chama-se contato humano. Eu entendo que seja difícil distribuir em lugares distantes, mas que tal vender em sua própria cidade? Eu tive uma experiência bem bacana em relação a isso. Fui a cada uma das livrarias da cidade onde morava, conversei com o gerente e fui recebida superbem. Colocaram meus livros em destaque, lá na frente, em lugar visível. Isso fez toda a diferença para mim. Experimente você também! Não seja um autor que só fica em casa, escondido atrás da tela de um computador. Saia, converse com as pessoas. Você vai se surpreender! Mas tenha cuidado ao se expressar. Não pense que as livrarias são obrigadas a receber os seus livros. Alguns autores ficam tão felizes com o lançamento, que passam a se comportar de maneira presunçosa. Não seja um desses. Mantenha-se humilde e respeite o trabalho das outras pessoas. São grandes as chances de que elas façam o mesmo com o seu.

 

Meu livro tá na vitrine! Issa!!!
Meu livro tá na vitrine! Issa!!!

 

4) É você quem vai divulgar o seu trabalho.
Por mais que a editora se comprometa a divulgá-lo, saiba que o seu livro será apenas mais um em meio a um extenso catálogo. Além disso, ela dará preferência a títulos que já estejam em alta. É hora de arregaçar as mangas e ir à luta! Busque parcerias com blogs, promova book tours, divulgue citações em grupos do Facebook, crie uma fanpage, faça sorteios. Mas, acima disso tudo, seja presente no mundo offline. Participe de feiras do livro, una-se a grupos de autores, se ofereça para dar palestras em escolas, dê entrevistas para o jornal. Enfim, venda o seu peixe. Mas vá além. Pense nos livros que você tem a vender, mas pense também no seu papel como autor, dentro da nossa sociedade. Divulgue a leitura, incentive novos autores, compartilhe histórias, aprenda com os outros. Celebre a literatura e viva a experiência de ser um autor nacional.

 

5) Pesquise bastante.
Se você leu até aqui, então já está seguindo esse conselho. Mesmo assim, é sempre bom reforçar. Tem muito material bom na internet, eles podem servir como guias. Aproveite cada informação que encontrar. Entre em contato com quem já passou por isso. Toda vez que recebo uma mensagem de um aspirante a escritor, eu já sei que aquela pessoa está no rumo certo. Não tenha vergonha. Entre em contato também com as editoras, pergunte. Não assine nada que não compreenda. Repetindo: peça muitos orçamentos. Compare. Tenha pensamento crítico. Existem muitas formas de publicar um livro, pesquise sobre todas elas. Saiba onde está se metendo e tome uma decisão consciente.

 

Comemore, sempre! Escrever um livro é uma vitória!
Comemore, sempre! Escrever um livro é uma vitória!

 

Bônus) Seja feliz. Você é demais!
Muitas pessoas sonham em escrever um livro. Poucas têm a disposição e persistência para concretizar esse sonho. Menos ainda tomam coragem para mostrar o resultado de seu trabalho para o mundo. Os obstáculos são muitos. Se você está fazendo isso tudo, considere-se um batalhador. Acredite em seus sonhos e continue seguindo em frente! O reconhecimento vem para aqueles que colocam sua alma e seu suor naquilo que amam.

Para finalizar, não escreva um livro só. Você já venceu a primeira batalha, agora precisa continua se esforçando, escrevendo, divulgando. E eu desejo muito sucesso nessa carreira que é louca, mas muito gratificante.

Beijos!
Karen Soarele

Pedimos a todos os autores que leiam atentamente as seguintes Perguntas Frequentes antes de enviar a obra para análise. Atenção: não realizamos atendimento sobre originais por telefone ou whatsapp, o envio de originais deve ser realizado somente por e-mail.

 

1. Quais os objetivos da Editora Patuá?

 

Nosso principal objetivo é publicar, gratuitamente, livros de autores que apresentem obras de qualidade literária, realizando todo o processo de edição, incluindo registro ISBN, catalogação, diagramação, ilustração, divulgação e venda. Também realizamos serviços editoriais, como revisão e impressão, impressão e edição sob demanda. Saiba mais sobre nossos serviços entrando em contato pelo e-mail: editorapatua@gmail.com

Como somos uma editora e não uma gráfica que só imprime os livros, lemos todos os livros recebidos e os avaliamos para oferecer a melhor qualidade editorial possível.

Temos também como objetivo encontrar leitores. Aproveite seu contato e conheça nossos títulos publicados em nosso catálogo. Publicamos livros de forma gratuita, mas precisamos de leitores e leitoras para manter nosso projeto editorial. Contamos com um catálogo de quase 1200 títulos, muitos deles premiados. Com certeza há um livro que você vai adorar!

 

2. Qual a linha editorial da Editora Patuá?

 

Nosso foco editorial é a Literatura Brasileira Contemporânea, nos gêneros poesia, conto, crônica, romance e dramaturgia. Aceitamos receber, entretanto, obras de literatura infantil / infantojuvenil ou segmentadas, que serão analisadas para projetos especiais.

 

3. Como devo apresentar minha obra?

 

O livro completo deve ser enviado em arquivo digital simples (formatos .doc, .rtf, .pdf ou qualquer outro formato utilizado pelo autor, incluindo formatos de softwares livres). Não aceitaremos textos avulsos, capítulos, trechos ou apenas sinopses. Lembramos que o arquivo deve conter uma pequena biografia do autor e dados básicos como nome, cidade, estado e onde reside, telefones para contato etc.

 

4. Há um limite de páginas?

 

Não há um limite de páginas, mas a Editora se reserva o direito de dar sugestões na obra, solicitando ao autor que acrescente ou exclua textos.

 

5. Qual é a tiragem da primeira edição?

 

A primeira edição do livro sairá com uma tiragem entre 50 e 200 exemplares, mas não há um limite de reimpressões, podendo atingir qualquer tiragem, de acordo com a recepção da obra. Observação: No período de quarentena as tiragens foram reduzidas e estamos trabalhando com impressões sob demanda.

 

6. O que receberei como pagamento de direitos autorais?

 

O autor receberá 10% sobre o preço de capa do livro por cada exemplar comercializado ao preço de capa. 

 

7. Posso adquirir exemplares para revenda?

 

Sim. Os autores podem adquirir, sem nenhuma obrigatoriedade, exemplares do próprio livro com 20% de desconto sobre o preço de capa na primeira edição e com desconto de 40%  após as reimpressões. Os livros podem ser revendidos pelo autor, desde que pelo preço de capa fixado pela editora. Sobre esses livros não incidirão pagamentos de direitos autorais.

 

8. Como será realizada a venda dos livros?

 

Os livros serão comercializados no dia do lançamento, em nosso site, na Amazon Brasil e em diversos marketplaces. Nosso sistema de vendas possibilitará a compra por meio de todos os tipos de pagamento e a entrega em qualquer local do país pelo preço de capa acrescido do frete cobrado pelos correios. A venda em livrarias só será realizada quando houver uma demanda real do livro.

 

9. Como será realizada a divulgação do autor e do livro?

 

Da tiragem da primeira edição, e também de cada reimpressão, a Editora poderá reservar uma quatidade de exemplares para divulgação. Esses exemplares serão enviados gratuitamente para escritores, editores, jornalistas, blogueiros etc. Sobre esses exemplares, carimbados como venda proibida, não incidirá o pagamento de direitos autorais. Além disso, a Editora exercerá o trabalho de envio de textos do livro para publicação em jornais, revistas, fanzines, blogs, sites, trabalhando a divulgação em todos os meios possíveis e também realizará a inscrição do livro nos maiores prêmios literários do país.

 

10. Quais as responsabilidades do autor?

 

O autor é responsável por acompanhar todo o processo de edição do livro: aprovar a revisão final, o projeto gráfico, a ilustração e trabalhar ativamente na promoção do livro, incluindo a divulgação do lançamento e a participação em eventos promovidos pela Editora com a intenção de divulgar autores e obras.

 

11. Após a publicação perderei os direitos autorais do meu livro?

 

Não. Os direitos autorais do autor, registrados na Biblioteca Nacional, são apenas cedidos à Editora para a publicação do livro no Brasil durante o período de vigência do contrato. O contrato com a Editora Patuá tem validade de 3 anos, prorrogáveis por mais 3 anos quando houver interesse de ambas as partes. Mesmo assim, ao contrário de outras editoras, os textos dos autores estarão liberados para publicação não comercial em outros livros como antologias e coletâneas, além de jornais, revistas, sites, blogs etc.

 

12. Qual o prazo para avaliação das obras enviadas?

 

A Editora analisará e entrará em contato com os autores em até 6 meses após receber a obra completa contendo todos os dados solicitados, mesmo que não ocorra a publicação, no entanto, não faremos, sob hipótese alguma, leitura crítica para obras não selecionadas. Não compete à Editora avaliar negativamente obras que podem ter qualidade e que serão bem recebidas por outras editoras.

 

13. Desejo pagar pela edição do meu livro. Vocês realizam esse tipo de trabalho?

 

Sim! A Editora Patuá também oferece serviços editoriais para autores que podem investir na publicação de seus livros. Nesse caso a publicação seguirá outras regras de prazos e condições. Saiba mais sobre nossos pelo e-mail editorapatua@gmail.com

 

14. Desejo organizar uma antologia ou coletânea de textos do meu grupo/coletivo de escritores, vocês farão esse tipo de trabalho?

 

Sim. Nós poderemos publicar antologias e coletâneas de grupos de escritores (por exemplo de coletivos, saraus, sites, comunidades do orkut ou facebook, blogs etc). Lembramos, entretanto, que do conjunto dos textos enviados pelos escritores compete à Editora a seleção dos textos que serão publicados.

 

15. Para qual endereço devo enviar meus originais?

 

Os originais devem ser enviados, atendendo às orientações já mencionadas nos tópicos anteriores, para o endereço:

editorapatua@gmail.com

E também temos as editoras híbridas, que praticam as duas ações ao mesmo tempo, de acordo com cada situação. Aliás, tem sido cada vez mais comum, pequenas editoras partirem para essa modalidade para sobreviverem.

Veja bem, temos de nomear as coisas pelo que elas são, pois se mantemos as definições em um terreno nebuloso, fica mais fácil aproveitarem-se da falta de informação de muitos autores para vender sonhos e entregar pesadelos.

Então como saber quando estou diante de uma editora tradicional ou uma prestadora de serviços?
Uma forma muito simples de saber em que tipo de negociação você está entrando:

A editora cobrou alguma coisa pela produção do seu livro? Se sim, É PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Simples assim. Pode dar o nome que quiser: cota, mutirão, associação, permuta, contribuição, etc. Você deu algo mais, além do seu texto pronto, é prestação de serviços.

Uma editora prestar serviços para autores é ilegal? É feio? É imoral? Não! É apenas uma modalidade de negócios e não há nada de errado com isso.

É a melhor opção? Não tem resposta certa para essa pergunta. Depende das suas expectativas, depende do contrato, depende do serviço prestado.

Uma editora que presta serviços não tem nem de longe o mesmo prestígio de uma editora tradicional dentro do nosso mercado.

O mais importante de tudo isso: você como autor, tendo plena consciência do seu papel nessa cadeia, não vai assinar contratos draconianos, não vai acreditar em elogios do editor sobre o quão maravilhoso é seu texto e não vai cair em promessas de torná-lo bestseller.

Existem vários comentários e artigos em blogs de autores que tentaram a publicação com uma editora prestadora de serviço e passaram por maus bocados. Isso criou um certo receio nos autores em publicar com esse tipo de editora e até recorrerem para a publicação independente, que é muito mais trabalhosa e ás vezes, pode até ser mais cara e com menos qualidade. 

Com isso, muitas editoras optaram por não dizer abertamente que são editoras prestadoras de serviço...


   Então por que usamos o termo abertamente? 


   Tudo começa com o fato de sermos novos no mercado, sendo assim, somos uma editora pequena, não temos como bancar publicações tradicionais ainda. Porém, queremos realizar publicações completas, de boa qualidade e dar vida a novos livros nacionais. Para isso acontecer, nós decidimos criar pacotes de publicação pagos, com um preço que cabe no seu bolso. 


   Não temos vergonha ou receio de nos denominar Editora Prestadora de Serviço, pois temos plena convicção que os serviços prestados são de ótima qualidade e não é vergonha alguma cobrarmos um preço justo por eles.


   Somos transparentes e nosso maior objetivo é ajudar o autor iniciante e o independente a elevarem a qualidade de seus livros pagando pouco.


   Não tenha medo das editoras prestadoras de serviços, analise bem as propostas de cada uma e verá que essa pode ser uma ótima opção para a sua publicação.

Quem conhece o mercado editorial brasileiro sabe que processos de seleção das editoras sérias demoram meses, ou só abrem uma vez por ano, ou apenas quando a editora decide que quer abrir. Outras editoras nem mesmo recebem originais trabalhando somente com indicação de agentes literários. 

Mas a Editoras Pilantra geralmente entra em contato com o autor nas redes sociais, envia e-mail pra você te oferecendo aquela oportunidade. Hoje em dia ela até anuncia a procura de escritores em redes sociais. Claro que há editoras pequenas que estão surgindo que fazem isso, porém há um diferencial nas editoras pilantras:

Elas não ganham dinheiro vendendo livros para leitores, mas sim vendendo os livros para os próprios escritores!

 
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Claro que existem boas editoras que fazem o trabalho de publicação pago para autores que querem publicar seus livros por conta própria. Mas aqui o objetivo é te ajudar a identificar quando isso não está acontecendo da forma certa. 

GOLPE 2: "PUBLICAMOS SEU LIVRO, MAS VOCÊ TEM QUE COMPRAR UMA PARTE DA TIRAGEM"
DESCRIÇÃO: Essas editoras pilantras dizem que vão publicar o seu livro gratuitamente, mas que você tem que "ficar responsável" pela venda de uma parte da tiragem tendo que pagar por isso. Além de tudo, eles prometem imprimir, por exemplo, 1.500 cópias, mas você tem que ficar com 500 pagando integralmente pela produção destas. E ainda por cima não te dão garantia nenhuma de que as mil cópias restantes foram realmente impressas.

COMO EVITAR: Evite o golpe pesquisando preços de publicação e pesquisando sobre a editora na internet. Lembrando que nem toda editora que faz esse tipo de proposta é pilantra, mas é bom o autor pesquisar bem e pedir um orçamento detalhado da produção já que, as vezes, na prática muitas vezes eles imprimem apenas a parte que você pagou.

GOLPE 3: "PUBLICAMOS SEU LIVRO (QUASE) DE GRAÇA".
DESCRIÇÃO: 

Nesta versão mais elaborada do Golpe 2, as editoras dizem que vão publicar o seu livro de graça, no formato tradicional que é onde o autor não paga nada e ainda recebe pelos direitos autorais. 

Algumas chegam até a te enviar um e-mail bem formal dizendo que seu livro foi "aprovado numa seleção" e que vai ser publicado por conta da editora - as vezes até mesmo sem você ter enviado pra eles - . Mas, essa é só a isca. 

Depois que você está envolvido, já contou pra sua mãe, pra sua vó e pra sua tia que uma editora achou seu texto maravilhoso, começam a te cobrar por partes do processo de publicação que era pra ser gratuita. Por exemplo: dizem que vão ter que contratar um designer de fora do país pra fazer a capa, ou que a gráfica precisa de um depósito de garantia, ou qualquer coisa que faça você botar a mão na carteira.

 
COMO EVITAR: 

A primeira grande pista é que as editoras pilantras geralmente avaliam seu livro um ou dois dias no máximo, mesmo que ele tenha, por exemplo, 500 páginas. Mas aí você pode pensar ingenuamente que eles leram seu livro em tempo recorde porque ele é muito bom, mas...

Editoras só tem o costume de publicar o texto sem se preocupar muito com o conteúdo se você for famoso. Aí nesses casos eles até pagam alguém pra reescrever o livro ou até mesmo escrever tudo do zero e colocar seu nome. Isto porque quando você é uma pessoa famosa é muito mais fácil vender qualquer coisa. Mas fora isso, é muito difícil um escritor iniciante, que não é uma pessoa famosa, publicar um livro.

Fora que publicar uma obra de um autor desconhecido é um verdadeiro investimento de risco para uma editora, por isso decidir publicá-lo não é uma tarefa simples e tão pouco é uma decisão tomada por apenas uma pessoa. Por isso estranhe se você for aprovado em tempo recorde.

NUNCA ACEITE UM ORÇAMENTO SEM PESQUISAR. Tente procurar pelo menos três orçamentos de editoras diferentes, existem muitas delas! Tente participar de fóruns e conversar com outros autores independentes. Isso vai te dar uma boa noção de quanto custa o processo.

Mas uma dica que é fatal nesses casos é que as editoras pilantras não costumam ser claras quanto os custos do processo. Não pague por nada que não tenha recibo, que não tenha especificação ou orçamento detalhado. 

Não confie em editoras que não tenham CNPJ com descrição de função de editora, que tenham sites em forma de blogs, ou sem domínio próprio, ou que não tenham seguidores nas redes sociais. Isso tudo se descobre com 5 min de Google.

Invista na divulgação
Como diz o ditado: quem não é visto, não é lembrado. Sendo assim, um livro (ou material editorial) que não é divulgado, possivelmente não será desejado pelos consumidores.

O mercado editorial é, além de uma das áreas mais antigas, uma das mais competitivas. Só em solo brasileiro, são publicados 20 mil livros todos os anos.

Se, para algumas editoras de livros, já é difícil lidar com tantos títulos e disputas por leitores, para autores novos ou independentes, é quase impossível. Dessa forma, é preciso ter ação, criatividade e ousadia.

Participar de saraus, promover workshops e palestras relacionadas com o seu livro e investir em um site nas redes sociais é interessante para conseguir divulgar com excelência a sua obra.

Esteja presente nas redes sociais
Como qualquer outra empresa, as editoras precisam pagar suas contas para sobreviver. Portanto, elas não podem financiar um material somente por ele ser bem escrito. 

É necessário apostar em livros que possuem maiores chances de gerar retorno, e um dos processos de avaliação é a capacidade do autor de ganhar audiência. Por isso que muitas editoras andam apostando em celebridades, youtubers e blogueiros, pois eles conseguem cativar potenciais consumidores.

Assim, uma das formas de conseguir audiência é justamente pelo engajamento nas redes sociais dos seus leitores e seguidores. Converse com seus leitores e crie formas de interação entre o seu livro e o público-alvo pelos meios digitais.

Camargo tem razão. Redes como Fnac, Saraiva, Livraria Cultura e Laselva estabelecem preços para colocar livros em destaque. Embora a prática não seja ilegal, ela não é explicitada para os consumidores -que não sabem o que é indicação do livreiro e o que é espaço comprado.
Os preços de um pedaço de vitrine ou de uma pilha de livros em destaque variam, de acordo com planilhas e negociações a que a Folha teve acesso, de R$ 700 a R$ 2.000, dependendo do local e do tempo de exposição.
Embora os preços sejam estipulados em dinheiro e algumas livrarias tenham até tabelas específicas para o negócio, o pagamento, de forma geral, é feito em mercadoria (mais livros, o que, ao final, significa um abatimento no preço por unidade para as livrarias, em troca do espaço nobre e da divulgação para os leitores).

Parcimônia na venda
Duas das principais redes de venda de livros no país, a Cultura e a Fnac, ambas com lojas em grandes cidades do país, confirmaram à Folha o procedimento.
Sergio Herz, diretor da Livraria Cultura, que cobra R$ 900 por cerca de 1m de vitrine (por loja durante 15 dias, envolvendo até dez títulos de uma mesma editora), afirma que o espaço vendido é minoritário em relação ao destinado à indicação editorial da rede. "Se 15% forem comercializados, é muito", ele diz. "Não é toda a vitrine. Nós separamos partes da vitrine, senão a livraria fica sem liberdade."
O princípio da Cultura, ele diz, é manter sua independência em relação às editoras, decidir em quais casos negociar e se orientar pelo que considera ser o interesse do leitor. Ele diz que, se a rede vender espaço demais sem pensar no consumidor, termina por ser ela própria a prejudicada.
"Quando a gente vai vender o espaço, o que é interessante? Interessa para o cliente da livraria? Se interessar, a gente pode até ver. Se não interessar, acabou, esquece."
Questionado sobre o fato de o consumidor não ter nenhuma indicação de qual espaço foi vendido e qual se trata de uma indicação não-comercial da livraria, ele diz não ver prejuízo para o leitor. "Ele tem livre-arbítrio para comprar o que quiser. Não é impositivo. Ninguém está forçando nada nem é uma lavagem cerebral."
Pierre Courty, diretor-geral da Fnac Brasil, que cobra R$ 2.000 por uma "ponta de gôndola" acompanhada de anúncio no site da rede durante dez dias, afirma que essa política resulta em ganhos para o consumidor. "O trabalho da Fnac é o de tentar negociar o melhor preço possível e tentar baratear o livro", ele diz. As "pontas de gôndola" são as "esquinas" entre as estantes.
Courty também afirma que o espaço vendido é minoritário dentro da loja. Segundo ele, a lógica comercial é o que menos pesa nas indicações da rede. "O produto tem que ser interessante."
"Não há como dizer a você que não existe uma negociação", afirma Martine Birnbaum, diretora de comunicação e ação cultural da Fnac. "Mas é pontual e faz parte de uma política mais ampla."
A Folha também procurou as livrarias Saraiva, Siciliano e Laselva, citadas por editores como redes que vendem visibilidade. Elas não responderam às perguntas feitas pela reportagem.

Saiba escolher sua editora

Editora Tradicional
Editora Comercial
Editora Prestadora de Serviços
Editora Independente
Editora Predatária

 O mercado editorial passou por diversas e importantes mudanças nos últimos 20 anos, em consequência dos contínuos e acelerados avanços tecnológicos nesta área. Isso se reflectiu nas formas de publicação, de divulgação e venda dos livros. E a procissão, de mudanças que o mundo editorial ainda vai viver, só vai no átrio. Enquanto isso, toda a cautela no momento de escolher sua solução editorial, é necessário, para não escolher uma solução desapropriada ou tropeçar em alguma editora predatária.